top of page

O "não" também é resultado: porque um estudo que reprova o projeto pode ser o mais valioso

Foto do escritor: Bruno Varela
Bruno Varela
há 1 dia
3 min de leitura

Quem contrata um estudo de geomarketing costuma esperar um “sim”.


Sim, o terreno é bom.

Sim, a região comporta o empreendimento.

Sim, você pode iniciar a obra.


Mas um estudo sério não existe para confirmar uma expectativa. Existe para testar uma hipótese. E, quando a hipótese não se sustenta, o “não” é a entrega mais inovadora que uma consultoria pode fazer.



O custo de um shopping no lugar errado


Shopping, galeria ou centro comercial é um investimento de longo prazo: capital alto, obra demorada e retorno que depende de fluxo de pessoas, renda, concorrência e hábito de consumo da região. Quando o projeto nasce no lugar errado, o erro não aparece no primeiro mês. Aparece depois, em lojas vagas, lojistas que não renovam, aluguéis renegociados para baixo e um ativo que não paga o que custou.

Nesse ponto, nenhuma ação de marketing resolve. Problema de localização não se corrige com campanha.



O que existe por trás de um "não"


Um olhar negativo não é opinião, é leitura de dados. O estudo cruza população e renda da área de influência, tempo de deslocamento, concentração de concorrentes, potencial de consumo por categoria, vazios de mercado, acessos, perfil do entorno e a relação entre demanda e oferta de área locável.

Quando esses números mostram que uma região não sustenta o tamanho ou o perfil do projeto, aprovar seria omissão. O "não" é a conclusão honesta do que os dados fornecidos.



Por que o "não" é tão difícil de ouvir


Quase sempre há uma história por trás do terreno: uma compra antiga, uma herança, um plano de anos. O investidor que já tem o terreno tende a procurar o negócio que caiba nele, e não o terreno que caiba no negócio.

A pergunta que o geomarketing coloca é outra: em vez de "o que posso construir aqui?", a pergunta é "o que esta região realmente demanda?". Nem sempre a resposta agrada, e é justamente por isso que ela vale tanto.



O que um "não" entrega


  • Preservar o capital. Cada real que deixa de ser aplicado em um projeto inviável fica disponível para um projeto que funciona.

  • Abre alternativas. O estudo que reprova um shopping pode apontar outro caminho: varejo de vizinhança, uso misto, projeto em escala menor, outro formato ou outra localização.

  • Protege a confiança. Um empreendimento com alta vacância destroi a imagem do investidor diante de bancos, sócios e lojistas.

  • Dá segurança nas decisões seguintes. Quem sabe por que um projeto não funciona entende melhor o que precisa existir para o próximo funcionamento.



A além de quem faz o estudo


Uma consultoria que só diz "sim" não tem valor como consultoria. Seu parecer positivo só tem peso porque ela também é capaz de emitir um parecer negativo. Na CIT, cada recomendação nasce dos dados e tem um único objetivo: proteger o investimento de quem confia em nosso trabalho. Quando os dados não sustentam o investimento, apresentem todos eles, com transparência, para que a decisão seja tomada com base em fatos.



Conclusão


Um estudo que respondeu “não” não fracassou. Cumpriu a sua função antes que o custo do erro chegue à obra, ao financiamento e ao balanço. O investidor que ouve esse “não” na fase de estudo gasta um pouco para evitar uma grande perda.

Em breve compartilharemos um caso real em que o resultado do estudo foi contrário ao desejo do cliente, e o que isso significou para ele.


Vai investir em um terreno ou projeto de expansão?


1 comentário

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
Convidado:
há 20 horas
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

👏

Curtir
bottom of page